
Estar no caminho não significa saber para onde ir.
Para frente ou para trás?
Ou melhor ficar parado?
Invalidando tudo aquilo que eu escutei...
Olhando para a sombra de tudo que já deixei.
Seguir em um sentido não significa que a vida faz sentido
Não significa que a coisa está evoluindo
Pode ser apenas seguir,
Mais um dia...
Mais uma hora...
Gritei no meio do caminho:
- Ajudem um cego perdido a se encontrar!
Depois me jogaram um livro
Para mim até então era desconhecido.
E o livro queria falar, fiquei simplesmente escutando
Todas letras das páginas sopradas pelo vento..
Com as vozes antigas gritando e me dizendo que eu renasceria para me encontrar.
Só toquei só senti até li com os olhos do querer
Sugando cada virgula que poderia me falar
Que nesse caminho eu ia crescer
Ter dinheiro, fama,me tornar em um deus.
E montar um trono de glória e majestade
Lá!...
Como um quadro lindo e sem vida!...
No meio do caminho.
Afinal ainda estou parado, imóvel e estático nessa jornada
Cheio de riquezas,
Cheio de “nadas”
Com todas as minhas molduras decoradas
Parado nesse caminho fiquei contemplando os lados
Analisando a largura desse espaço
Percebi o fim longínquo enquando o sol se escondia
Como uma faixa estreita, a vida lá na frente vai apertar até perder o ar
Porta estreita, caminho também
Isso se eu continuar...
Bem...
Só se eu andar...
Passa noite passa frio
Passa dia passa verão
Quero a bula da Bússola
Norte para a razão
Sul sem direção.
O texto continua?
Ou é o contrário outra vez
O que será de todos nós?
Tem um céu ou tem um inferno?
Tem contra indicação?
Li o mapa das vozes antigas e percebi
- Existe uma só direção
As palavras limparam os olhos do coração
Clareando e me remetendo para o dia da dor.
Então!
Eu vi a sua morte
Morte de cruz com sangue a jorrar
Ao mesmo tempo vi meus erros
Onde o medo reluz com vontade de voltar
Inútil e sem força, afogado no mar de sangue daquela cruz
Logo percebi que
Desde o negro início da criação
Adão e Eva com vergonha da ganância do coração
O fétido pecado se propaga pelos séculos
Eras de guerras, eras de pestes eras de meras mentes
E passaram se os anos até o tempo correr e chegar a mim.
Com os mesmos pecados
No meio da estrada e de cima do meu trono de glória
De joelhos cai.
No meio da estrada pedi perdão
No meio da estrada um parto surgiu
Nasce um novo homem
Criatura do criador lendo a bula da bússola
Nunca andei curvo e nem vim de um peixe que só viram em um fóssil e nunca viram andar e nem nadar.
Pois neste mundo criativo se envergam em dores os evolucionistas.
Percebendo que o caminho foi é e sempre será um só.
Jesus a bula
Cristo a bússola
Por: Pedro Reiche
